Como “não” vender um carro

Neste último mês resolvi definitivamente colocar um fim no meu relacionamento com meu carro, carinhosamente apelidado de Jabiraca. Um Palio Weekend ano 2000 que muitas alegrias e tristezas me trouxe(profundo).

Muitas pessoas dizem que por causa dos problemas que tive ao longo do tempo, este carro foi um mau negócio, mas não é bem assim.

Quando comprei este carro eu não tinha condições de comprar um modelo mais novo em uma agência, e como nunca tive um carro não sabia avaliar bem o negócio, que na verdade não foi um mal negócio.

Comprei um carro com o financiamento em andamento cujo os juros já haviam sido pagos, ou seja, pagaria apenas o valor de tabela parcelado!

Todo carro sempre dá ou dará problemas, sempre tive consciência disso.

Apesar disso preciso ver com urgência por um motivo maior, o CASAMENTO! E é aqui que começa a minha saga!

Vendendo um carro Alienado (com parcelas a vencer)

Uma das coisas que eu não conhecia, era a dificuldade que existe em ir a uma agência e vender um carro alienado. Você praticamente irá deixar o seu carro lá a preço de banana podre.

Além de descontar o valor que ainda falta para pagar, com juros ou sem, você ainda será descontado dos 20% que toda agência tira na hora de comprar um carro.

Apesar de tudo isso eu precisava do dinheiro então resolvi me submeter a ter apenas este valor visto que a agência assumiria todos os tramites para documentação e transferência, maaaaaaaaaaaas por se tratar de um carro usado eles apenas me dariam o valor combinado após a venda por ser mais seguro para eles.

Praticamente todas as agências trabalham assim, e este foi o meu segundo erro!

Dinheiro na mão ou nada feito!

Se tivesse isso em mente quando resolvi vender meu carro, não teria passado a dor de cabeça que vou contar agora:

Após consultar um amigo que é dono de agência fui com um valor em mente para o carro R$6.000, ao chegar em uma das agências o valor oferecido foi R$8.000.

Fiquei feliz e fechei negócio, assinei os papéis acertando o valor e sai de lá animado pois como o dono da agência havia mencionado, alguém já tinha procurado um carro como aquele nesta semana e ele iria fazer contato.

Tudo bem e tudo maravilhoso, até que começou a enrolação.

O primeiro comprador levou dias até a aprovação da ficha cadastral na empresa financeira e na segunda semana viram que ele não poderia comprar, deixei o carro pois haviam conseguido uma segunda proposta e enviariam para aprovação da financeira.

Depois de 2 semanas chega a surpresa, ficha do comprador aprovada, “venha até a agência pra conversarmos sobre o carro”.

Neste momento já fiquei desconfiado que não viria coisa boa, como assim conversar sobre o carro? não tem o que conversar.

Chegando na agência aconteceu o que eu esperava, disseram que precisariam diminuir o valor acordado pois o motor apresentou alguns problema e precisaria ser refeito.

Fiquei furioso pois meu motor estava em perfeito estado quando levei o carro para a agência, resumindo, levei o carro direto para o mecânico que cuidava dele.

Chegando lá o veredicto foi o seguinte: Aceleraram demais este carro parado e frio, e o motor fundiu!

Apesar de ter como provar o tempo que o carro ficou na agência os custos para abrir algum tipo de ação contra a agência e a dor de cabeça seriam gigantescos, por este motivo apenas fiz pressão para tentar tirar algo deles mas sem sucesso.

Aprendizado

Realmente nos dias de hoje está impossível confiar nas pessoas, você leva um carro pra ser vendido e sai com uma divida de um motor que precisa ser refeito.

Um aviso para quem quiser vender o carro, é DINHEIRO NA MÃO OU NADA!

Nos dias de hoje não se pode confiar em ninguém, infelizmente. Assim é a vida, serviu de aprendizado para o próximo carro.

Ícaro Melo

Especialista em Marketing Digital e Tráfego Pago.